sexta-feira, 25 de abril de 2008

PAZ SEMEADA PELOS EDUCANDOS DO CURSO DE CORTE E COSTURA!

O que é a Paz?
Onde está a Paz?

Paz é todo bem estar humano. E não há quem não deseja estar de bem com o mundo
e consigo mesmo. Buscamos a todo preço, a tão sonhada paz. Fazemos passeatas,
movimentos em prol da paz e há até quem ofereça algum tipo de dote por esta
tão pequena, mas relevante palavra.
Mas, por que quanto mais a buscamos, ela parece algo tão distante de nós?
Porque somos chamuscados pelos fragmentos do ódio, da violência, da falta de
respeito, do ultraje da nossa vida quase privada? Afinal não é pela paz que
lutamos? Talvez você hoje seja mais um na guerra pela paz; guerra? Luta? Mas
não estamos falando de Paz?... É verdade mas sabe porquê ainda estamos
guerreando pela paz? Porque ainda somos homens e mulheres que apesar de vestir
a camisa da paz e hastear com grande ímpeto a sua bandeira agimos muitas vezes
com grande imprudência e ultrapassamos todos os limites e infringimos normas
tão essenciais a convivência pacífica.

"A Paz e a guerra começam dentro de nós, cabe somente a cada um de nós, seres
puramente racionais, optar por aquela que pode mudar o rumo do planeta onde
vivemos e prolongar a nossa vida e a daqueles que tanto amamos."

Elienai Cristina de Freitas Oliveira, educanda do curso de corte e costura do
noturno.
O texto foi apresentado durante a celebração do dia 22 de abril no Centro
Juvenil Salesiano.

Palavras-chave: Paz-humanos-guerra

Fonte: Clayton Campos - Pastoral do CJS-BH


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Mensagem enviada pelo WebMail Netsol

segunda-feira, 7 de abril de 2008

Encontro do GAP: A PASSAGEM DO MITO PARA A RAZÃO

04/04/2008

TEMA: A PASAGEM DO MITO PARA A RAZÃO

"Perdemos sem cessar nossas idéias.

É por isso que queremos tanto agarrar-nos a opiniões prontas."

Deleuze e Guattari

è MYTHOS (grego) = PALAVRA / O QUE SE DIZ.

è FILOSOFIA (grego) = PHILOS – SOPHIA

AMOR _ SABEDORIA

è Os mitos gregos surgem quando ainda não havia escrita, portanto, eram preservados e transmitidos oralmente.

è Os mitos gregos tinham como função transmitir os valores da cultura por meio das histórias dos deuses e antepassados, expressando uma determinada concepção de vida.

è Na Grécia antiga (civilização micênica) o indivíduo era preso ao destino e é constantemente influenciado pela ação divina. Neste sentido, pode-se dizer que não havia vontade própria e liberdade.

è Na obra TEOGONIA (teo = deus; gonia = origem), Hesíodo relata as origens do mundo e dos deuses, em que as forças da natureza vão se divinizando: TERRA – GAIA/

CÉU – URANO/ TEMPO – CRONOS.

UMA NOVA ORDEM

è Por volta do século VII ac. Surgem os primeiros filósofos gregos. Com o surgimento da filosofia (pensamento crítico racional) ocorre a passagem da mentalidade mítica para a racionalidade.

TRES FATORES QUE CONTRIBUIRAM PARA O DESENVOLVIMENTO DA FILOSOFIA

è A dessacralização da escrita foi um fator importante para o desenvolvimento do pensamento filosófico. A escrita possibilita uma nova estrutura de pensamento, pois exige daquele que escreve um maior rigor.

è A moeda desempenha papel revolucionário, pois está vinculada ao nascimento do pensamento racional crítico.

è Pólis - cidade. A pólis se faz pela autonomia da palavra, não mais a palavra mágica dos mitos, palavras dadas pelos deuses e, sim pela palavra comum a todos, a palavra humana, do conflito, da discussão, da argumentação. A expressão da individualidade por meio do debate faz nascer a POLÍTICA e O CIDADÃO[1]. Cidadão livre dos exclusivos desígnios divinos e capaz de tecer seu destino na praça pública (àgora).

OS PRIMEIROS FILÓSOFOS

è Conhecido como pré-socráticos, os primeiros pensadores (filósofos) centram sua atenção na natureza e elaboram diversas concepções acerca do cosmo (mundo - universo) procurando a racionalidade constitutiva do Universo.

è Ao perguntarem como seria possível emergir o COSMO do caos (desordem), os pré-socráticos buscam o princípio (a arché) de todas as coisas.

è As respostas dos filósofos a questão do fundamento das coisas são as mais variadas: para Tales de Mileto a origem das coisas está na água; para Anaxímenes, a origem está no ar; para Demócrito, é o átomo, para Empédocles, são os quatro elementos: terra, água, ar e fogo.

è Assim a filosofia nasce da pergunta, do questionamento. O QUE É? PORQUE É? O QUE É O SER HUMANO? O QUE É A VIDA? O QUE É O COSMO?

MITO E FILOSOFIA: CONTINUIDADE E RUPTURA

è A diferença entre pensamento mítico e filosofia: os filósofos divergem entre si; e a filosofia se distingue da tradição mítica oferecendo uma pluralidade de explicações possíveis. Os filósofos buscam explicações para a origem do mundo pela via da razão. Enquanto Hesíodo (poeta) relata o principio do mundo e o nascimento dos deuses a partir da sua gênese no tempo. O mito é uma narrativa cujo conteúdo não se questiona, enquanto que a filosofia problematiza e, portanto, convida a discussão. Ela busca a coerência interna, a definição rigorosa dos conceitos.

è Daí pode ser compreendida a ruptura entre MYTOS e LOGOS (RAZÃO) ou a passagem do mito para a filosofia.

A REFLEXÃO FILOSÓFICA

è O Método utilizado por Sócrates (Atenas, século V ac.), para refletir filosoficamente, ainda hoje é atual. Este método recebeu o nome de IRONIA SOCRÁTICA.

è Partir do princípio "Só sei que nada sei" pode nos levar a assumir, em nossa vida, uma postura filosófica, pois assim, buscaremos a cada dia apreender mais sobre os mais diversos assuntos.

è Sócrates se coloca como aquele que nada sabe e, se aproxima daquele que se considera conhecedor de determinado assunto, para assim estabelecer, por meios de perguntas um diálogo. Desta forma, Sócrates conduz seu interlocutor a refletir mais a fundo sobre aquilo que pensava saber. Ao final do diálogo, o interlocutor percebe que nada sabe. Este método possibilita uma nova abordagem, um novo caminho e nos conduz a buscar conhecer mais. Por isso o método recebe o nome de IRONIA SOCRÁTICA, pois Sócrates ao final da discussão faz com que seu interlocutor descubra que nada sabe.

è Com isso Sócrates despertava o pensamento estagnado daqueles que se consideravam detentores do saber.

CONHECIMENTO

è Conhecer é dar sentido ao mundo e interpretar a realidade, é descobrir formas para nele agir.

è A verdade continua sendo um propósito humano necessário, mas essa busca supõe o exercício da liberdade de pensamento e o diálogo pelo qual os indivíduos compartilham as interpretações possíveis do real.

è O conhecimento é um esforço psicológico pelo qual procuramos nos apropriar intelectualmente dos objetos.

è Ato de conhecer: relação que se estabelece entre a consciência que conhece e o objeto a ser conhecido

è Produto do conhecimento: resultado do ato de conhecer, conjunto de saberes acumulados e recebidos pela tradição.

INTUIÇÃO

è A intuição: é o ponto de partida do conhecimento, a possibilidade da invenção, da descoberta, dos grandes "saltos" do ser humano.

è Intuição sensível: conhecimento imediato dado pelos nossos sentidos (audição, visão, olfato, tato, paladar)

è Intuição inventiva: é a intuição que permite novas criações, novas hipóteses (artistas, cientistas e em nossa vida diária utilização dessa intuição)

è Intuição Intelectual: busca captar a essência do objeto. Ex. Descartes: "Penso logo existo"

O QUE É CONHECIMENTO?

è Conhecimento discursivo se dá por meio de conceitos:

Idéias ­­­­___ Juízos ___ Raciocínios____ Conclusão

è A razão precisa abstrair "separar", para poder conhecer melhor (separar o elemento de uma representação).

Ex: Ao vermos um cinzeiro com algumas características particulares (é de vidro; é azul; é quadrado etc.). Separamos (abstraímos) essas características secundárias, para chegar a idéia "pura" de cinzeiro. (Cinzeiro: objeto que serve para recolher cinzas).

è Na matemática trabalha-se com a abstração, a idéia "pura". Ex: não se ver o número 3 solto por ai, o que vemos é um conjunto de objetos. O número então existe em nossa mente. O que vemos ao escrever é uma representação.

è O conhecimento se faz, portanto, pela relação contínua entre intuição e razão; entre vivência e teoria; entre concreto e abstrato.

VERDADE

è O falso ou verdadeiro não estão na coisa mesma, mas no juízo, e, portanto no valor da verdade da afirmação.

è Há verdade ou não dependendo de como a coisa aparece para o sujeito que conhece

è O conceito de verdade diz respeito ao campo da moral

VERDADE: DO GREGO ALETHEIA (NÃO OCULTO, O QUE É EVIDENTE)

è Verdade, para Aristóteles e os filósofos medievais, é a adequação do nosso pensamento a coisa

IDÉIA = OBJETO

Ex: IDÈIA DE COPO = OBJETO - COPO

è Descartes: Verdade é toda idéia clara e distinta. É uma evidência resultante da intuição intelectual.

è Nietzsche: é verdadeiro o que contribui para fomentar e vida da espécie. A verdade como valor existencial.

è Pensamento contemporâneo (Filosofia Analítica): a verdade está na coerência interna dos argumentos. Se não há contradição, então é verdadeiro.

è A verdade enquanto resultado de um consenso, conjunto de crenças aceitas pelos indivíduos, em determinado tempo e lugar e que os ajuda a compreender o real e agir sobre ele.

è O que se busca não é e verdade objetiva, mas as proposições validadas no processo argumentativo em que se alcança o consenso.

DOGMATISMO

è DOGMATIKÓS = em grego significa "o que se fundamenta em princípios" ou aquilo que é relativo a uma doutrina. Dogmatismo é doutrina segundo a qual é possível atingir a certeza. Ex: Dogma da santíssima Trindade, as três pessoas (Pai, Filho e Espírito Santo) não são três deuses, mas apenas um. Deus é uno e trino. Este princípio deve ser aceito pela fé, mesmo que não possa ser compreendido pela razão.

CETICISMO

è Ceticismo = vem do grego SKÉPIS que significa investigação; procura; a sabedoria não consiste em alcançar a verdade, mas somente em procurá-la. Para alguns, mesmo que seja possível encontrar a certeza, não se deve abandonar a sua busca.

"Todo conhecimento precisa ser constantemente revisitado pela crítica,

com a construção de novas teorias filosóficas ou científicas,

a fim de se prevenir contra as opiniões prontas"

Deleuze e Guattari

Referência Bibliográfica:

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires: Filosofando: introdução a filosofia. 3.ed. São Paulo: Moderna, 2003. p. 52-92.

Responsável pelo encontro: Angelo Coimbra

(Secretário)

Palavras-chave: Mito, Razão, Filosofia.



[1] Não são considerados cidadãos, propriamente dito, os estrangeiros, escravos, mulheres e crianças.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

PREFEITURA ASSINA CONVÊNIO COM ESTADO PARA MUNICIPALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

O prefeito Fernando Pimentel participa nesta sexta-feira, dia 4, às 10h, da solenidade de assinatura de convênio entre a Prefeitura e o Governo do Estado no Espaço Municipal da Prefeitura (avenida Afonso Pena 1212, 1º andar, Centro). O convênio tem o objetivo de municipalizar serviços de proteção básica e especial relacionados ao Sistema Único de Assistência Social (Suas), que englobam programas, projetos e serviços de prevenção aos riscos sociais e de proteção especial para pessoas que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Por meio do convênio, que tem vigência de quatro anos , serão transferidos do Governo do Estado para o Município recursos financeiros, no total de R$ 9.879.996,00, para que seja dada continuidade ao atendimento prestado a idosos, migrantes, crianças e adolescentes.

Passa a ser responsabilidade da Prefeitura o serviço de abrigamento de crianças e adolescentes do município, com a transferência de 14 unidades do programa Casa Lar. Os abrigos são moradias provisórias para crianças e adolescentes que estejam afastadas do convívio familiar em função de violência física, sexual ou outras situações que comprometam seu desenvolvimento e socialização. Nos abrigos, eles são atendidos por educadores sociais, freqüentam escolas regulares e são inseridos em atividades na comunidade.

O convênio prevê também a transferência de 1.100 vagas destinadas ao atendimento a crianças e adolescentes, conhecido atualmente pelas atividades dos núcleos do Curumim, para o Programa de Socialização Infanto-Juvenil. Com a municipalização, eles continuam participando de ações esportivas, culturais e de apoio pedagógico que visam o desenvolvimento pessoal e social. A proposta da Prefeitura é incrementar e ampliar a programação oferecida às crianças e adolescentes com idades que variam entre seis e 14 anos - o programa atendeu em 2007 aproximadamente 13 mil crianças e adolescentes.

Será transferido ainda o programa de apoio e orientação à população migrante em situação de vulnerabilidade social e pessoal, realizado pela agência localizada na Rodoviária . Dentre as ações do programa, há concessão de passes para retorno do migrante ao local de referência para trabalho ou familiar e encaminhamento para acolhimento ou abrigamento, quando necessário.

A Prefeitura também passa a oferecer o Serviço de Acolhimento Institucional, para idosos em situação de vulnerabilidade, que oferece acolhida, apoio e acompanhamento a pessoas idosas, com freqüência em período integral . O atual abrigo, localizado na região do Barreiro, conta com serviços médicos, psicológicos , de fisioterapia, enfermagem e cuidadores.

A municipalização de serviços socioassistenciais em Belo Horizonte começou em meados da década de 1990, com a promulgação da lei Orgânica de Assistência Social (LOAS), por meio da qual o Governo Federal repassou ao município a responsabilidade pela execução de alguns serviços, como convênios com as creches da Legião Brasileira de Assistência e com as clínicas de Habilitação e Reabilitação de Pessoas com Deficiência, bem como o gerenciamento de alguns equipamentos, como o Qualificarte Gameleira e a Casa dos Conselhos. Já o Governo do Estado se comprometeu com a municipalização em 2007, na assinatura de um pacto de gestão entre Estado e União.

(Fonte: Portal da PBH, 03/04/2008)

Palavras-chaves: Municipalização, Curumim, Crianças.

Gestor da Informação: Julio Cesar dos Santos - Articulador Social.

terça-feira, 1 de abril de 2008

CENTRO JUVENIL SALESIANO NA 1ª CONFERÊNCIA LIVRE DA JUVENTUDE SALESIANA.


No dia 29 de março aconteceu a primeira conferência livre da juventude salesiana. Estiveram presentes quatro educandos do Centro Juvenil Salesianos e dois educadores.
Os jovens presentes no evento tiveram a oportunidade de refletir em três grupos temáticos que versaram sobre a Educação, o Trabalho e as Drogas.
Foi um momento rico de reflexões que serão encaminhadas à Conferência Nacional da Juventude, os jovens elencaram desafios e soluções para os três temas propostos. Ao final do evento os jovens avaliaram de forma muito positiva a Conferência e já ficou um gostinho de quero mais no ar.
Foram propostos mais encontros nessa modalidade onde o jovem possa expressar seu protagonismo e levar aos salesianos e à sociedade seus anseios frente às Políticas Públicas de Juventude.

Veja agora as fotos da Conferência Livre da Juventude Salesiana

Fonte: Clayton Campos - Pastoral CJS-BH

Palavras-chave: Conferência-Juventude-Salesianos

quinta-feira, 27 de março de 2008

ROTEIRO DO ENCONTRO DO GAP - 28/03/2008 - "JOVENS CAMINHANDO JUNTOS PODEM MAIS"


Roteiro do encontro – 28/03/2008 - Grupo de Animação Pastoral - GAP -


"Jovens caminhando juntos podem mais"


19:30h – Acolhida : Dinâmica da bagunça – "A união faz a força" (Yone)


20:00h – Apresentação das pessoas: "Dinâmica do barbante" (Adriano)


20:30h – Apresentação do grupo aos convidados


( o objetivo é apresentar através de algumas marcas do grupo, como são algumas das atividades por aqui. – Assim, haverão três momentos que representarão algumas dessas atividades marcantes que acontecem no GAP – 1º momento (protagonismo dos integrantes); 2º (debate entre os integrantes); 3º (formação e auto-conhecimento);


1 – Poesia e apresentação do gap aos integrantes (Crislaine)

2 – Pequeno debate sobre "Convivência entre as pessoas" (Natália)

3 – Dinâmica de auto-conhecimento "Criador e Criatura" (Sonia)


21:15h – Agradecimentos e avisos(Yone)

- 05/04/2008 – Convite para participação do GAP na abertura da semanda da cidadania no IPJ

- Encontro no sítio passou para o dia 27/04/2008

- GAP responsavel pelos lanches

- Como foi a participação da Natália na Conferência da Juventude


21:30h – Oração Final (Yone)

Gestor de informações : Adriano Goulart

Palavras chave : GRUPO DE ANIMAÇÃO PASTORAL - ENCONTRO - JOVENS - CAMINHANDO

quarta-feira, 19 de março de 2008

O PLANEJAMENTO COMO MÉTHODOS DA PRÁXIS PEDAGÓGICA

O PLANEJAMENTO COMO
MÉTHODOS DA PRÁXIS PEDAGÓGICA


Re-significando a Prática do Planejamento

Qual o sentido do planejar? Porque um sujeito/grupo vai se envolver com esse
tipo de atividade? Alguns educadores ao mesmo tempo em que aceitam a
importância do planejamento, tem também sérias desconfianças;concordam com a
idéia geral do planejamento,mas estão marcados pela experiência de elaboração
de planos burocráticos,formais,controladores.Se o educador não vê objetivo em
planejar,com certeza não irá se envolver significativamente nesta atividade.

Para estabelecer um referencial de comunicação, esbocemos inicialmente um
conceito:planejar é antecipar mentalmente uma ação a ser realizada e agir de
acordo com o previsto;é buscar fazer algo incrível,essencialmente humano:o real
ser comandado pelo ideal.

Re-significar o planejamento para o sujeito implica resgatar sua necessidade e
possibilidade, em dois níveis: uma mais geral e outro específico da atividade
de planejar.

NECESSIDADE Mudança Querer mudar a realidade; estar vivo,em movimento.
Planejar Ponto de partida para todo o processo de planejamento.
POSSIBILIDADE Mudança Acreditar na possibilidade de mudança (em geral e
daquela determinada realidade);esperança;abertura.
Planejar Ver condições de poder antecipar e realizar a ação.

Planejar, então,remete a: querer mudar algo;acreditar na possibilidade de
mudança da realidade; perceber a necessidade da mediação teórico-metodólogica;
vislumbrar a possibilidade de realizar aquela determinada ação.para que a
atividade de projetar seja carregada de sentido,é preciso que o educador veja o
planejamento como necessário (aquilo que se impõe,que deve ser,que não se pode
dispensar) e possível (aquilo que não é,mas poderia ser,que é realizável).

1. NECESSIDADE DO PLANEJAMENTO

O fator decisivo para a significação do planejamento é a percepção por parte do
sujeito da necessidade de mudança.É claro que se tudo vai bem,se nada há para
se modificar na escola,para quê introduzir este tal de "plano". É incrível,mas
muitos educadores parecem tão satisfeitos –ou alienados...-com suas práticas
que não sentem necessidade nem de aperfeiçoamento.Talvez,se questionados sobre
a escola,até tenham o que dizer;ou não,de medo que dizendo alguma coisa possa
sobrar alguma tarefa para eles... Todo o trabalho da ideologia dominante vai
no sentido de anestesiar a percepção das contradições e a conseqüente
necessidade de mudança.O ponto de partida é uma pergunta básica:há algo em
nossa prática que precisa ser modificado,transformado,aperfeiçoado? Se não
há,não se precisa de projeto? (A ausência de falta, a inapetência) física
e /ou intelectual),a ausência de desejo é sinal de estagnação.

O grande nó do planejamento educacional pode estar na estagnação do autêntico
trabalho pedagógico devido a:

• Fatores externos: a falta de condições e de liberdade, a cobrança
formal e autoritária do cumprimento do programa, etc;
• Fatores internos: o educador que se entregou, que abriu mão de lutar,
de resistir contra as pressões equivocadas.

Não há processo, técnica ou instrumento de planejamento que faça milagre. O que
existem são caminhos , mais ou menos adequados.De qualquer forma,o fundamento
primeiro de qualquer processo de planejamento está num nível mínimo
(considerado que a realidade é sempre contraditória e processual), pessoal e
coletivo,de compromisso(desejo, ética,responsabilidade) e competência
capacidade de resolver problemas).

Na área educacional entre educadores, membros de equipes de coordenação,
direção,mantenedores,pais,funcionários,alunos estão presentes forças de vida e
de morte.Chegamos a nos sentir com ausência de desejo:quem quer a escola?Quem
acredita na escola como caminho de construção de uma sociedade mais justa ?
Escola para que? Simplesmente como meio de subsistência?

O que dá vida a uma escola? Seria o planejamento? Não podemos ter esta ilusão.
São as pessoas,os sujeitos que historicamente assumem a construção de uma
prática transformadora.Antes de mais nada,precisamos de uma "matéria-prima"
fundamental:as pessoas,que buscam,sonham,pensam,interrogam,desejam.Numa
concepção libertadora,sujeitos,projeto e organização devem se articular a
partir do fundamental,que são as pessoas,construtoras e destinatárias da
libertação.

Não vivemos sem desejo. Precisamos nos aproximar, precisamos somar forças –
ainda que diminutas –dos que estão vivos e querem lutar pela vida... Por outro
lado, como dizia Dom Helder. "O número de pessoas que querem o bem, é muito
maior do que a gente imagina".

É preciso acreditar, estar marcado pelo desejo de mudar, pela busca de
melhoria,pelo compromisso com a transformação.A questão essencial,portanto,a
ser colocada é:

O planejamento só tem sentido se o sujeito coloca-se numa perspectiva de
mudança.

2. O EDUCADOR COMO SUJEITO DE TRANSFORMAÇÃO

Para resgatar o lugar do planejamento na prática escolar, há um elemento
fundamental que é o educador se colocar como sujeito do processo educativo.Quem
age por condicionamento,não carece de planejamento,pois alguém já planejou por
ele.Podemos dizer que o indivíduo está na condição de sujeito de transformação
quanto a uma prática,quando em relação a ela há um querer (estar resolvido a
fazer alguma coisa)e um poder(capacidade de realizar algo).

3. FLEXIBILIDADE

Praticamente todo o livro que trata de planejamento, traz como critério
orientador da sua elaboração a flexibilidade. Entendemos que é preciso uma
reflexão mais cuidadosa sobre isto, porque, em nome do tal critério, o que
temos observado, não poucas vezes, é uma autentica descaracterização do
planejamento, já que "qualquer coisa" é colocada no projeto,pois não há
compromisso com sua realização,dado que é flexível.

Estamos aqui correndo o risco de duas tentações extremas: de um lado,o
planejamento se tornar um tirano da ação,ou,de outro,se tornar um simples
registro,um jogo de palavras,desligado da prática efetiva do educador.

Precisamos distinguir flexibilidade de frouxidão: é certo que o projeto não
pode se tornar uma camisa de força, obrigando o educador a realizá-lo mesmo que
as circunstâncias tenham mudado radicalmente, mas isto também não pode
significar que por qualquer coisa o educador estará desprezando o que foi
planejado.Partimos do seguinte princípio – que é ético e estratégico –se vai
para o projeto é para acontecer!

Esta exigência estamos nos colocando como forma de resgatar a credibilidade do
processo de planejamento. Com certeza teremos propostas não concretizadas; mas
que isto fique por conta realmente de fatores difíceis de serem previstos ou
ponderados.Em outras palavras:devemos ter uma boa explicação para sua não
realização.E precisamos nos cobrar mutuamente neste sentido,para evitar
qualquer tipo de acomodação.

4. FINALIDADES DO PLANEJAMENTO

A partir dessas reflexões,podemos explicar algumas finalidades do planejamento.

• Possibilitar a reflexão e a (re) significação do trabalho;
• Resgatar o espaço de criatividade do educador e o sentido da ação
educativa;
• Favorecer a pesquisa sobre a própria prática;
• Organizar adequadamente o currículo, racionalizando as experiências de
aprendizagem, tendo em vista tornar a ação pedagógica mais eficaz e eficiente;
• Estabelecer a comunicação com outros educadores e educandos;
• Não desperdiçar atividades e oportunidades de aprendizagem;
• Ser elemento de autoformação do educador na medida em que possibilita o
pensar mais sistematicamente sobre a realidade, sobre a proposta,sobre a
prática,ajudando,pois, a diminuir a distância teoria-prática,evitando a rotina
viciada e a improvisação;
• Resgatar o saber docente e a condição de sujeito de transformação e a
cultura pedagógica do grupo.

É uma questão de respeito a si e ao grupo:ao não nos dedicarmos ao
planejar,desvalorizarmos nossa própria atividade ( e antes disso,nossa própria
pessoa:implica que podemos perder tempo,recursos...) É também questão de
ética,de responsabilidade ( no mínimo pedagógica e política) por uma tarefa que
assumimos e que nos foi delegada socialmente.
No entanto,se o enfrentamento da situação é penosos com um
planejamento,certamente será bem pior sem ele,visto que ficaríamos bem mais
susceptíveis à desorganização interior e às pressões exteriores.Assim,o
processo de planejamento pode ser de grande valia,na medida em que busca re-
significar,orientar e dinamizar o trabalho.

Planejar pede envolvimento sincero na elaboração,e por isto mesmo as diferentes
posições vão se manifestar,gerando conflitos;as "neuroses",os componentes de
não-vida (desânimo,desesperança). É um trabalho exigente.Vai implicar
investimento de tempo e,sobretudo,energias,crenças,valores,verdade,reflexão...

Precisamos ter em conta que o planejamento é apenas um instrumento teórico-
metodológico.Poderoso,mas instrumento.Portanto,depende de sujeitos que assumam
(tanto na elaboração quanto na realização). Não é, pois,uma coisa maravilhosa:
é relativamente complexo,exigente e ainda falível.No entanto,não é também um
capricho; é uma necessidade!A menos que desejamos caminhar sem destino
certo,improvisando,agindo sob pressão, administrando por crise,sem procurar
intervir no vir -a -ser do real,abrindo mão da nossa condição de sujeitos.

O planejamento é sempre uma aproximação,uma tentativa,uma hipótese.deve estar
sempre atento e aberto à realidade.Precisamos de pontos de apoio e referência
para nos movimentarmos;mas isto não pode nos impedir de caminhar ou de trilhar
novos caminhos!

5. CONCLUINDO

Depois deste longo percurso,podemos ter clareza da complexidade e da
importância do planejamento no âmbito educacional e organizacional.Mais do que
sistematizar e disponibilizar ferramentas,esperamos,de alguma forma,poder estar
colaborando para superar bloqueios e apontar caminhos,a fim de fazer do
Planejamento um método de trabalho do educador (pessoal e coletivamente),que o
ajude na tarefa tão urgente e essencial de transformar a prática,na direção de
um ensino mais significativo,crítico,criativo e duradouro,como mediação para a
construção da cidadania,na perspectiva da autonomia e da solidariedade.que
efetivamente deixe de ser visto como uma função burocrática,formalista e
autoritária,e seja assumido como forma de resgate do trabalho, de superação da
alienação e instrumento de transformação.

6. BIBLIOGRAFIA

VASCONCELOS,Celso dos Santos.Planejamento: projeto de ensino-aprendizagem e
projeto político pedagógico.14.ed.São Paulo: Liberta,2005.204p.

Adaptação do texto: Rosilene Aparecida de Brito – Pedagoga-Psicopedagoga

Palavras-chave: planejamento,educadores,Formação
Gestor de postagem: Rosilene de Brito - Coordenação Pedagógica

segunda-feira, 17 de março de 2008

COMEMORAÇÃO DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Ocorrido em 08 de março.
Texto feito pela educanda Elza de Souza da Silva, do curso de Corte e Costura

MULHER

Que traz beleza e luz aos dias mais difíceis.
Que divide sua alma em duas para carregar tamanha sensibilidade e força.
Que ganha o mundo com sua coragem.
Que traz paixão no olhar.

MULHER

Que ama incondicionalmente,
Que arruma e perfuma
Que vence o cansaço
Mulher que chora e que ri,
Mulher que sonha...
Tantas mulheres, belezas únicas
Vivas cheias de mistérios e encantos
Mulheres que deixam ser amadas.
Ser lembradas, admiradas todos os dias...

Para você mulher tão especial...
Desejamos toda felicidade do mundo.
Fonte : Clayton (Pastoral do CJSBH)
Gestor da informação : Adriano Goulart ( Site CJSBH)
Palavras-chave: Mensagem - Dia internacional da mulher - 08 de março - educanda - Elza de Souza da Silva

segunda-feira, 10 de março de 2008

PERÍODO DE INSCRIÇÃO PARA AS PROVAS DO TELECURSO 2000

O período de inscrição para as provas do Telecurso 2000 Ensino Fundamental e Médio será do dia 01/04/2008 à 07/05/2008.
Para realizar sua inscrição o candidato deverá acesar o site da FIEMG http://www.fiemg.com.br/ e clicar no link TELECURSO 2000.
Para saber o local em que o candidato fará sua prova ele deverá conferir no próprio boleto bancário. Uma vez que as provas não serão realizadas nas dependências no Centro Juvenil Salesiano.
As provas acontecerão nos 28 e 29 de junho.


Palavras-chave: Inscrição - provas - Telecurso 2000

Angelo Coimbra
Secretário



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quarta-feira, 5 de março de 2008

TRABALHO FORMATIVO INFORMÁTICA


O vídeo "A vida quer viver" vem mostrar que a vida, em todas as suas formas e dimensões, está ameaçada. As relações interpessoais e sociais, a vida é ameaçada pela violência. No Brasil, a morte por armas de fogo é uma realidade gritante.
O texto acima é um trecho do subsídio produzido conjuntamente pelo jornal Mundo Jovem e o Instituto de Pastoral da Juventude do Rio Grande do Sul. Através dele foi desenvolvido um trabalho dentro da turma de informática com os educandos no momento formativo do dia 28 de fevereiro de 2008.
Proposta aos educandos.
Você acredita que é possível transformar as relações das pessoas, consigo mesmas e com o outro?


Alexsander Lelis
Educador de Informática
05/03/2008 - Quarta-Feira
Palavras chave -
trabalho formativo - informática - vida - transformação - relações

segunda-feira, 3 de março de 2008

PROGRAMAÇÃO DO ENCONTRO COM AS FAMÍLIAS

ENCONTRO COM AS FAMÍLIAS
DATA: 05/03/2008
HORÁRIO: 19h00h
LOCAL: SALÃO DO CENTRO JUVENIL SALESIANO
19h00h: Acolhida
19h10min: Apresentação da Equipe de educadores do Centro Juvenil
19h20min: Apresentação institucional do Centro Juvenil Salesiano
19h30min: Apresentação da Proposta do Grupo de Famílias
19h40min: Avaliação
19h50min: Dinâmica de encerramento- Agradecimentos- Mensagem final
20h00h- Encerramento: Informes-
03/03/2008
Dulcinéa Martins
Educadora/Assistente Social
Palavras-chave: Programaçao-Famílias-Encontro
Dulcineá Martins



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